quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O QUE É A PARAPSICOLOGIA?


Parapsicologia – Orientação e Aconselhamento
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aconselhador é a pessoa que é procurada por quem busca ajuda.

Esse profissional ajuda as pessoas a se ajudarem. Ele tem um conhecimento amplo e um ponto de vista objetivo. É habilitado e treinado especialmente para atender pessoas que buscam a sua ajuda. O aconselhador propicia um clima para que a ajuda seja desejada, aceita ou rejeitada.

Segundo Ruth Sheeffer (1981), pode-se entender o termo Aconselhamento como uma ferramenta com técnicas específicas, que auxiliam na solução de problemas pessoais. Estima-se que, mais da metade da população já experenciou um ou mais tipos do processo PSI.

É muito comum confundir um caso de psicopatologia com um processo de PSI, por isto, merece uma atenção especial. Allen (1988) diz que devidos as características semelhantes que algumas pessoas apresentam nas manifestações da (Extra Sensory Percepction – ESP), com processos psicopatológicos, é possível ocorrer enganos de diagnóstico.


Quando uma pessoa procura ajuda de um profissional da Parapsicologia, está trazendo consigo dúvidas sobre o que está ocorrendo com ele, e quer informações para poder compreender o processo pelo qual está passando. Segundo Eleanor Criswell, essas pessoas pertencem a todas as camadas da sociedade e as queixas que apresentam são:
- Sentindo-se sair do próprio corpo quando vai dormir;
- Sonho que parecia ser real;
- De se ver deitado na cama;
- Ver ou ouvir a presença de uma entidade ou pessoa falecida;
- Ver ou sentir energias ou coisas entranhas ao seu redor;
- Sensação de estar sendo controlado mentalmente por alguém;
- Poltergeist (fogo espontâneo);
- Pais relatando problemas com crianças que predizem acontecimentos futuros através de seus sonhos;
- Pessoas iniciando experiências mediúnicas;
- Sentindo-se como uma feiticeira, pelos palpites proferidos;
- Sentindo-se possuído;
- Recordações das chamadas vidas passadas em sonho;
- Necessidade de se proteger de informações ou de experiências PSI não desejadas;
- Tendo um baixo nível de auto-estima, de forma esporádica e sem causa justificável;
-Ver ou ouvir mensagens que se tornam reais;
- Querendo mudar precognições negativas em positivas;
- Experiências de estar absorvendo emoção de outros, como dor intensa, medo ou raiva;
- Casa com fantasmas e outros.

Quando a pessoa chega, ela está com a intenção de saber o que se passa com ela, o que é isto que está acontecendo, tenta até disfarçar sua preocupação.
Estas pessoas apresentam ansiedade, pavor, uma sensação de desamparo, raiva, depressão, sentimento de “opressão” e de “perda de controle”, sentimento de fragmentação e confusão.

Estes sentimentos são fortes quando:
- a pessoa tem um conhecimento da experiência ESP espontânea;
- quando a pessoa não tem lembranças de ter tido tais experiências;
- a pessoa não acredita na (Percepção Extra-Sensorial e Psicosinesia --PSI);
- nos casos,onde essa experiência se repete, mantendo-os fora de controle.

Se houve negação do ocorrido, a reação é mais forte, chegando a aterrorizar e até mesmo entrar em pânico. A pessoa chega a pensar que está ficando louca e que seja diagnosticada como psicótico. Muitas vezes não recebe apoio dos familiares e acaba se sentindo isolado e se pergunta: Por que tenho essas experiências? Como faço para parar isto? É muito freqüente o rompimento de um relacionamento por causa destas experiências.

São várias as reações apresentadas por pessoas que vivem uma experiência PSI. Elas apresentam sentimentos de culpa, raiva, descontrole e desagregação do SELF, de um lado, e de outro um EGO inflado, esperando ouvir do profissional, que ele é um paranormal ou ainda, necessidade de atenção.

O que faz uma pessoa procurar ajuda, é motivado pela necessidade de:
- desenvolver as habilidades PSI;
- tratar do sentimento de opressão;
- reduzir a ansiedade e sentimento de culpa pela informação adquirida;
- reduzir a falta de conhecimento;
- reduzir o estresse gerado pelo sentimento de responsabilidade fazer algo, principalmente quando a informação adquirida é negativa;
- reduzir a falta de controle;
- aumentar o sentimento de auto-estima.

A avaliação de cada caso, leva em conta a vida da pessoa, nos aspectos sociais e psicológicos, neste, o enfoque acontece nos fenômenos PSI, onde se procura integrá-los à vida de maneira saudável.
O Aconselhamento, é uma forma de tratamento complementar de baixo custo, proporcionando às pessoas uma agregação das experiências PSI de forma benéfica e sem prejuízo.

DEZ MOTIVOS PARA PROCURAR ORIENTAÇÃO EM PARAPSICOLOGIA:

1. Acho que tive momentos de paranormalidade, mas não tenho certeza;
2. Sou muito sensível, absorvo os problemas dos outros;
3. Não sei o que fazer para controlar minhas experiências paranormais;
4. Tenho contato com pessoas falecidas;
5. Meus sonhos noturnos se realizam e não quer mais sonhar;
6. Disseram-me que sou médium, estou com medo;
7. Já me vi fora do corpo, flutuando, enquanto dormia, não sei que o que é isso;
8. Minhas intuições me deixam confuso (a);
9. Meus colegas me dizem que sou bruxo (a), estou perdendo amigos;
10. Não posso chegar perto das pessoas porque sinto o que elas sentem.

Fonte:– Prof. Tarcísio Pallú e Ricardo Eppinger e sites diversos.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Tire nove dúvidas sobre o linfoma não-Hodgkin- o cancer de Reynaldo Gianecchini,

O câncer no sistema linfático é uma doença que ataca os gânglios linfáticos e está cada vez mais comum em países desenvolvidos. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a cada ano aproximadamente 10 mil novos casos de linfomas não-Hodgkin são registrados no Brasil. O caso mais recente e conhecido de diagnóstico da doença é o ator Reynaldo Gianecchini, que receberá tratamento com quimioterapia.

"Esse tipo de linfoma tem dezenas de subtipos, mas muitas pessoas nem sabem que ele existe. Por isso, é sempre bom deixar algumas informações para quem quer saber mais sobre essa doença ainda pouco discutida", diz a hematologista Jane de Almeida Dobbin, chefe do Serviço de Hematologia do Instituto Nacional do Câncer. Esclareça nove dúvidas sobre o linfoma do tipo não-Hodgkin:

Qual é a diferença entre o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin?

"A única diferença entre esses dois tipos de linfomas é que o de Hodgkin apresenta células reed-sternberg, enquanto o segundo caso não. Parece pouco, mas essa pequena diferença muda drasticamente o tipo de tratamento a ser usado no paciente", diz a hematologista Jane de Almeida Dobbin chefe do Serviço de Hematologia do Instituto Nacional do Câncer.

Quais os lugares do corpo ele pode aparecer?

Os linfomas não-Hodgkin podem aparecer em qualquer área do corpo que tenha linfonodos, como por exemplo pescoço, axila, virilha e abdômen. "Na maioria das vezes, o paciente percebe que alguma coisa está errada quando uma dessas áreas fica inchada sem motivo", explica Jane Dobbin.

"Em casos mais agressivos, o gânglio pode crescer e causar uma compressão ou obstrução das artérias e veias. No caso do pescoço, isso acaba prejudicando o transporte de nutrientes ao cérebro", conta.

Existem fatores de risco?

Segundo a especialista, 90% dos casos de linfomas são diagnosticados sem saber a causa. "Os casos de linfomas não-Hodgkin em países desenvolvidos estão crescendo cerca de 3% anualmente. Mas não se sabe ao certo por quê", diz a hematologista.

Alguns casos dessa doença são relacionados ao contato com pesticidas, herbicidas e produtos derivados do benzeno, uma substância tóxica que está relacionada a vários outros tipos de câncer. Além disso, ela também pode ser causado por bactérias ou vírus, como o HIV.
"QUando o linfoma é mais agressivo as chances de cura são maiores. Nos casos em que as chances chegam perto de zero, a sobrevida dos pacientes pode ser de várias décadas de vida e praticamente não há sintomas no diagnóstico"
Quem tem casos na família precisa se preocupar?

De acordo com a hematologista Jane Dobbin, esse tipo de linfoma não é hereditário. É bastante difícil, mas não impossível, encontrar duas pessoas na mesma família que sofreram com a doença.

Quem sofre mais: homens ou mulheres?

Nos casos de linfoma, o sexo não influencia tanto as chances da doença como as chances de cura. "Como 90% são causas desconhecidas, é impossível fazer qualquer relação com o gênero masculino ou feminino", esclarece a hematologista.

A alimentação influencia a formação de linfomas Não-Hodgkin?

De acordo com a especialista, não há indícios de alimentos específicos que causem ou previnam diretamente a formação de linfomas Não-Hodgkin. No entanto, assim como em outras formas de câncer, dietas ricas em verduras e frutas podem ter efeito protetor contra o desenvolvimento de linfomas.

Como é feito e quanto dura o tratamento?

Como há uma variedade grande de tipos de linfomas não- Hodgkin, o tratamento pode variar. Pode ser feita quimioterapia, radioterapia e imunoterapia de maneiras isoladas ou, em alguns casos, de maneira combinada. Nos casos de linfomas indolentes, muitas vezes, é preciso apenas o acompanhamento médico, que dura até o fim da vida do paciente.

Não existe tempo certo para o tratamento, já que isso depende do quadro em que está o paciente e do tipo de linfoma.

Quais são as chances de cura?

Enquanto os linfomas de Hodgkin têm chance de cura de aproximadamente 75%, o grande número de tipos de linfomas Não-Hodgkin faz com que as chances de cura varie muito. "Além disso, as chances de cura variam de acordo com alguns outros fatores, como idade, anemia e quantidade de linfonodos afetados, que são específicos para cada paciente", explica a hematologista.

As chances de cura podem variar de zero, quando o linfoma é indolente, até aproximadamente 90%, quando ele é classificado como agressivo.

"Quando o linfoma é agressivo as chances de cura são maiores. Nos casos em que as chances chegam perto de zero, a sobrevida dos pacientes pode ser de várias décadas de vida e praticamente não há sintomas na época do diagnóstico", diz Jane Dobbin.
Saiba Mais
• Novos testes para diagnosticar câncer
• Diagnóstico de câncer
• Vida saudável pode evitar câncer
Existem cuidados que devem ser tomados durante o tratamento?

Como o tratamento com quimioterapia e radioterapia acaba diminuindo a imunidade do corpo dos pacientes, é preciso evitar alguns tipos de alimentos que podem causar intoxicação alimentar. "Alimentos crus devem ser evitados, já que têm maiores chances de conter bactérias. Atividades que aumentam as chances de cortes ou ferimentos também devem ser evitadas", alerta Jane Dobbin.

Alimentos pesados também podem aumentar um efeito colateral da quimioterapia: as náuseas. "Mesmo que hoje contemos com um arsenal de terapias químicas que amenizam sintomas como náusea e tontura, alimentos pesados, por demorar a serem digeridos, podem deixar os pacientes desconfortáveis", diz a hematologista Jane de Almeida Dobbin chefe do Serviço de Hematologia do Instituto Nacional do Câncer.

sábado, 13 de agosto de 2011

EXERCICIOS FISICOS DIMINUEM RISCO DE CANCER.

Cerca de 150 minutos de exercícios semanais podem reduzir a recorrência de tumores malignos e o risco de morte em pacientes com câncer, segundo o relatório Move More da Macmillan Cancer Support

Novo relatório da Macmillan Cancer Support, uma instituição de caridade britânica, sugere que fazer exercícios regularmente pode oferecer benefícios significativos à saúde de pacientes com câncer e sobreviventes de um tumor maligno.

O relatório, conhecido como "Move More", é baseado em 60 estudos e pesquisas envolvendo mais de 400 profissionais de saúde que falam sobre a importância do exercício para o sucesso do tratamento do câncer. Em uma declaração, Ciaran Devane, o executivo-chefe da Macmillan Cancer Support, disse que "Os pacientes com câncer ficariam chocados se soubessem o quanto benéfico é a prática de uma atividade física para a sua recuperação e saúde a longo prazo".

Segundo o relatório, exercitando-se 150 minutos semanais, um paciente com câncer de mama pode diminuir o risco de recorrência ou morte em 40%, enquanto que um paciente com câncer de próstata pode diminuir o risco de morte em 30%. Aumentar os níveis de atividade física também pode reduzir o risco de câncer de cólon em até 50%.

Além disso, pacientes com câncer que se exercitam regularmente podem aliviar efeitos colaterais dos medicamentos como fadiga, depressão, osteoporose e doenças cardíacas. O presente artigo de revisão mostra que o exercício físico não aumenta a fadiga durante o tratamento. Ao contrário, ele pode de fato aumentar a energia após o tratamento. Outra conclusão é que os 150 minutos semanais recomendados podem reduzir a chance de morrer pela doença e também ajudar a reduzir o risco de o câncer voltar.

Segundo Devane, os exercícios realizados não precisam ser extenuantes. Práticas como jardinagem, uma caminhada rápida ou um mergulho já são suficientes para melhorar a saúde.

Também no relatório, o American College of Sports Medicine observou que o exercício durante e após a maioria dos tipos de tratamento para câncer é seguro e recomendado para os sobreviventes para evitar a inatividade.

A pesquisa destaca que mais da metade dos clínicos gerais, oncologistas e enfermeiros não compartilham os benefícios do exercício físico com seus pacientes com câncer. O reconhecimento de que o exercício físico é muito importante para a sobrevivência e o processo de recuperação dos pacientes pode mudar esta maneira de agir.

Fonte: Macmillan Cancer Support



NEWS.MED.BR, 2011. Cerca de 150 minutos de exercícios semanais podem reduzir a recorrência de tumores malignos e o risco de morte em pacientes com câncer, segundo o relatório Move More da Macmillan Cancer Support. Disponível em: . Acesso em: 13 ago. 2011.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O QUE SÃO DEPRESSÕES?

Depressões. O que são?

O que são depressões?

Depressões são quadros clínicos de rebaixamento do estado de ânimo, vivenciados com tristeza, desânimo extremo e inibição das funções psicofísicas. Há diversos tipos de depressões, que vão desde aquelas que são reações a acontecimentos traumatizantes até outras extremamente graves, verdadeiras doenças depressivas, chamadas depressões maiores, ou endógenas, em virtude de sua causação interna. A diferença entre elas não é apenas de intensidade, mas também de natureza. Enquanto as depressões reativas passam-se apenas no plano psíquico, as últimas afetam também o corpo. Além do sentimento de tristeza elas também alteram negativamente o brilho dos olhos, o tom da voz, a agilidade dos movimentos, os ritmos fisiológicos, etc.

Nas depressões-doença parece não haver acontecimentos externos desencadeantes e elas sobrevêm mesmo “quando tudo está azul”, à diferença das reações depressivas, nas quais é possível reconhecer um evento desencadeador. As causas delas parecem ser transtornos bioquímicos dos neurotransmissores cerebrais, geneticamente transmitidos. As depressões reativas são devidas a eventos desairosos da vida, como morte de pessoa querida, separações conjugais, fracassos econômicos, etc.

Em quem ocorrem as depressões?

Estima-se que cerca de 15 a 20% da população sofra pelo menos uma experiência depressiva em algum momento da vida. Em alguns países (como a Austrália, por exemplo), uma em cada quatro mulheres e cerca de um em cada oito homens de meia idade já sofreram de depressão.

A depressão é mais frequente em pessoas com idade entre 25 e 45 anos. Também pode acontecer em crianças e adolescentes, em situações como separação dos pais, problemas na escola e rejeição. Os sintomas da depressão nas crianças são diferentes daqueles dos adultos e incluem tristeza, incapacidade de se divertir, irritabilidade, dores de cabeça, cólicas abdominais, mau desempenho escolar, desânimo, dificuldades de concentração ou alterações do sono e da alimentação.

As mulheres são mais afetadas pelas depressões, na proporção de 2 para 1. Esta diferença, contudo, não existe em crianças ou a partir dos 50-55 anos, o que sugere que ela se deva também a fatores hormonais.

Quais as causas da depressão?

As depressões têm causas múltiplas. Acredita-se que nas depressões endógenas haja uma grande participação hereditária, via transtorno dos neurohormônios cerebrais. As outras depressões são causadas por fatores estressantes, como estilo inadequado de vida, separação dos pais, rejeição, drogas, problemas na escola, etc.

Quais os sintomas mais comuns das depressões?

Três sintomas estão inevitavelmente presentes nas depressões graves, geralmente endógenas:

Profundo sentimento de tristeza, desesperança e pessimismo. Geralmente esse sintoma se acompanha também de ansiedade e sensação de vazio afetivo.
Inibição psicomotora, que implica em diminuição e lentidão das atividades motoras e dos ritmos fisiológicos.
Lentidão do curso do pensamento, fala escassa e lenta, dificuldades de concentração, raciocínio e memorização.
Outros sintomas comuns são: ansiedade, isolamento, falta de vontade de realizar qualquer tarefa, choro imotivado, maus resultados no trabalho ou na escola, vontade de ficar só, intolerância a barulhos, tristeza persistente, baixa auto-confiança e auto-estima, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa, desesperança, desamparo, solidão, diminuição do peso, pensamentos de suicídio, inquietação, irritabilidade, auto-agressividade, desleixo no vestir, falta de apetite e perda de peso, incapacidade de sentir prazer, perda de interesses, cansaço desproporcional ao esforço.

Os pensamentos dos depressivos têm sempre um tom pessimista e eles se sentem sem valor, culpam-se injustificadamente por acontecimentos atuais ou passados, sentem-se fracassados. Nos casos mais graves crêem-se irremediavelmente arruinados. Muitas vezes esses deprimidos têm pensamentos de suicídio, que podem levar a efeito. A morte às vezes é vista por eles como “a única saída”. A taxa de suicídio entre depressivos é trinta vezes maior do que a média da população geral. Todo deprimido endógeno deve ser tratado como um suicida em potencial, mesmo que não mencione essa possibilidade. Mais grave ainda é quando esses pacientes, crendo que seus familiares também estão arruinados, os matam, num chamado “suicídio altruísta”.

As depressões endógenas menos intensas, ou as reativas, frequentemente são relatadas pelos pacientes como estando "na fossa" ou com "baixo-astral" e às vezes aparecem como sentimentos de raiva persistente ou tentativa constante de culpar os outros, dores pelo corpo e outros sintomas vagos e indefinidos, etc. Quando se manifestam sob a forma de outros sintomas que não os classicamente depressivos, costuma-se chamar a elas de “depressões mascaradas”.

Diferentemente das duas formas citadas, há aquelas depressões das pessoas cronicamente tristes e pessimistas, em formas mais leves e de causa constitucional ou adquirida, às quais se denominam distimias, transtornos depressivos da personalidade ou depressões neuróticas. Costuma-se também chamar “endo-reativas” a algumas dessas depressões, por entender-se que na causação delas há a conjunção de fatores internos e reacionais. As pessoas distímicas cometem suicídio na mesma proporção que os deprimidos graves e devem, pois, serem objetos do mesmos cuidados que elas.

Qual o tratamento das depressões?

As depressões são doenças reversíveis e, se tratadas adequadamente, curam-se completamente. O tratamento básico das depressões endógenas é feito com medicamentos antidepressivos. Os antidepressivos são medicações que, em geral, não causam dependência e são bem tolerados e seguros, se prescritos de maneira correta e devidamente monitorados pelo médico.

A principal atuação dos antidepressivos é no aumento das monoaminas nas fendas sinápticas cerebrais. Eles também são usados com sucesso no tratamento de diversos outros transtornos como transtornos de ansiedade e fobias e constituem um dos grandes avanços terapêuticos da psiquiatria. Atuam mais eficazmente nas depressões endógenas do que nas reativas. Esse campo da terapêutica psiquiátrica continua em franco progresso e a cada momento surgem novas medicações, mais eficazes e com menores efeitos colaterais.

Nas depressões endógenas podem ocorrer sintomas ostensivamente psicóticos (como delírios e alucinações). Nesse caso, o tratamento medicamentoso é mandatório, além do acompanhamento psicoterápico, coadjuvante.

Em alguns casos, dependendo do conjunto de sintomas, faz-se necessário associar outras medicações, como ansiolíticos ou antipsicóticos. A eletroconvulsoterapia, também conhecida como eletrochoque, pode ser utilizada nas depressões graves, que não tenham obtido resposta satisfatória com os medicamentos.

Nas depressões reativas, a psicoterapia é o tratamento básico mas as medicações são um complemento necessário. Por vezes, ela é o tratamento exclusivo.



ABC.MED.BR, 2011. Depressões. O que são?. Disponível em: . Acesso em: 4 ago. 2011.

sábado, 30 de julho de 2011

SAIBA MAIS SOBRE O CANCER DE PELE

Câncer de pele. O que é?

O que é o câncer de pele?

O câncer de pele é o tipo mais comum de câncer no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

A maioria é fácil de tratar e representa apenas uma pequena ameaça à vida, mas um tipo, o melanoma, é difícil de tratar, a menos que seja detectado precocemente.

Quais são os sintomas e os tipos de câncer de pele?

Existem três tipos principais de câncer de pele, que podem ter sintomas e aparências diferentes.

O carcinoma basocelular (CBC) afeta um tipo de célula da camada mais superficial da pele. É um câncer de crescimento lento e não costuma se espalhar para outras partes do corpo.

O CBC pode afetar todas as áreas do corpo expostas ao sol. O principal sintoma é uma tumoração pequena na pele, indolor, fixa, de coloração rosa ou cinza-amarronzada, com a superfície lisa, onde podem estar presentes vasos sanguíneos. Há uma borda em cêra ou perolada. Quando a massa cresce, há o desenvolvimento de uma depressão central com bordas laminadas.

O carcinoma espinocelular (CEC) envolve outro tipo de célula na camada superficial da pele. Ele geralmente aparece no rosto do paciente e o principal sintoma é uma área de pele espessada e escamosa que se desenvolve em um nódulo indolor, duro, marrom avermelhado, com uma borda irregular. O nódulo torna-se uma úlcera recorrente que não cicatriza.

Esses dois tipos são conhecidos como câncer de pele não-melanoma. Eles são geralmente de crescimento lento, ocorrem em áreas da pele expostas ao sol e raramente se espalham no organismo (mas metástases raras podem acontecer).

O câncer de pele melanoma pode ocorrer em qualquer parte do corpo e é mais perigoso. O melanoma maligno tende a se espalhar muito mais rapidamente através da corrente sanguínea do que os outros dois tipos de câncer de pele. Ele afeta as células que produzem a coloração da pele (os melanócitos) e, se não for tratado com sucesso, pode se espalhar para o fígado, pulmões ou cérebro (metástases).

O principal sintoma é o rápido crescimento, com bordas irregulares e alteração da coloração da pele. Ou há uma mudança para uma tonalidade escura em pele previamente normal ou uma alteração em um sinal de pele pré- existente que muda de tamanho, cor, desenvolve bordas irregulares, sangra, coça, há formação de crostas ou ficam avermelhados.

Se uma pessoa tem uma pinta que está crescendo, mudando de cor para marrom ou preto, isso deve ser mostrado ao médico imediatamente.

Ocasionalmente, o melanoma pode se apresentar com aumento dos gânglios linfáticos ou raramente em lugares inusitados, incluindo a sola do pé, boca, unhas ou olhos.

Para saber se é câncer de pele e qual o tipo, um médico irá realizar uma biópsia, retirando toda a lesão ou parte dela para análise em laboratório.

Quais são as causas do câncer de pele?

Embora os cientistas saibam que pessoas com a pele mais clara são mais vulneráveis ao câncer de pele, a principal causa deste tumor é o excesso de exposição ao sol. Uma pele bronzeada não é saudável, é um sinal de danos a ela. A radiação ultravioleta (UV) provoca danos sutis às células, que podem levar a alterações cancerosas.

Os tumores de pele não-melanoma são resultado da exposição solar prolongada, durante vários anos. Já a principal causa de câncer de pele melanoma é a exposição ao sol por períodos curtos, porém intensos.

A ocorrência de câncer de pele em pessoas de pele escura é extremamente rara, mas pode acontecer.

Os homens são mais propensos a desenvolver câncer de pele no pescoço, nos ombros e nas costas, enquanto nas mulheres eles aparecem mais nas pernas e nos braços.

Como é feito o diagnóstico do câncer de pele?

O diagnóstico de um câncer de pele pode ser feito por um dermatologista ou mesmo por um médico de outra especialidade que nota uma alteração na pele. Porém, a suspeita de um tumor de pele muitas vezes é feita pelo próprio paciente que observa mudanças na sua pele.

Para confirmar o diagnóstico, é realizada uma biópsia no local. O tumor precisa ser removido por uma pequena cirurgia ou mesmo durante a biópsia para a coleta do material para análise. Algumas vezes, é necessária uma cirurgia maior com retirada de uma margem de segurança.

Alguns exames complementares podem ser necessários para verificar a existência de metástases no organismo, principalmente quando se trata de tumor de pele do tipo melanoma.

Como é o tratamento desses tumores?

Tumores de pele não-melanoma são usualmente tratados por uma pequena cirurgia para retirar a área afetada sob anestesia local. Outro método usado em lesões menores é a criocirurgia, em que o nitrogênio líquido é aplicado sobre o tumor para congelá-lo e matar as células malignas.

Alguns casos de carcinoma basocelular podem ser adequados para tratamento por terapia fotodinâmica, na qual usa-se um creme para sensibilizar o tumor e, em seguida, expõe a lesão a altas intensidades de luz para destruí-la.

No caso do melanoma, se houver uma suspeita de que o câncer se espalhou além da camada de pele, o tratamento com quimioterapia pode ser necessário para erradicar as células de câncer de pele existentes em outras partes do corpo.

Como é feita a prevenção do câncer de pele?

A melhor maneira de prevenir esta lesão é evitar a exposição excessiva aos raios ultravioletas. Você não precisa tomar banho de sol até se queimar para obter os efeitos benéficos da luz solar para a sua saúde. Basta uma pequena quantidade de sol em horários adequados.
A intensidade da radiação UV aumenta durante o meio do dia. Procure ficar na sombra entre 10 horas da manhã e 16 horas. Evite a exposição direta ao sol neste intervalo de tempo.
Use chapéu de abas largas e óculos escuros quando estiver exposto ao sol.
Aplique um filtro solar de alto fator de proteção (no mínimo FPS 15), regularmente, todas as manhãs. Renove a aplicação pelo menos no meio do dia.
Beba bastante água para evitar o superaquecimento.
Quais cuidados devo ter com minhas pintas?

A maioria das pintas não é cancerosa, mas é fundamental acompanhar as pintas que você tem. Elas devem ser examinadas regularmente por um dermatologista, principalmente se mudarem de cor, começarem a coçar ou a sangrar, crescerem ou inflamarem.

Qualquer alteração na pele deve ser verificada por um médico.

ABC.MED.BR, 2011. Câncer de pele. O que é?. Disponível em: . Acesso em: 30 jul. 2011.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sertralina e mirtazapina podem não ajudar na depressão de pacientes com Alzheimer, segundo estudo publicado no The Lancet

Sertralina e mirtazapina podem não ajudar na depressão de pacientes com Alzheimer, segundo estudo publicado no The Lancet

O estudo Health Technology Assessment Study of the Use of Antidepressants for Depression in Dementia (HTA-SADD), randomizado, controlado por placebo, duplo-cego, multicêntrico, publicado no periódico The Lancet, mostrou que os antidepressivos sertralina e mirtazapina, comumente usados em casos de depressão em pacientes com Alzheimer, podem não ser uma boa escolha devido à ausência de benefícios quando comparados ao placebo e à presença de efeitos colaterais como náuseas, sonolência e sedação.

Os participantes do estudo foram divididos em três grupos:

107 pacientes receberam 150mg de sertralina ao dia.
108 pacientes receberam 45mg de mirtazapina ao dia.
111 pacientes receberam placebo (grupo controle).
O nível de depressão não apresentou variações importantes entre os três grupos na 13ª semana de acompanhamento.

No grupo que recebeu sertralina, 43% reportaram reações gastrointestinais, como náuseas, enquanto no grupo que recebeu mirtazapina 41% reportaram sonolência ou sedação. Apenas 26% dos participantes do grupo controle relataram que não se sentiram bem.

Fonte: The Lancet, de 18 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

VOCÊ SABE O QUE É TRANSTORNO SOCIAL?

O que é o transtorno ansioso social?

O transtorno ansioso social, anteriormente conhecido como fobia social, é um distúrbio caracterizado por manifestações de intensa ansiedade que surge quando o paciente é ou crê estar sendo submetido à avaliação de outras pessoas em seus desempenhos ou atividades. É frequente que essas pessoas tenham a sensação de estarem sendo julgadas muito ansiosas, fracas ou tolas e, por conta disso, tendem a se isolarem. Na maioria das vezes essa ansiedade concentra-se sob tarefas ou circunstâncias bem definidas (comer, falar ou escrever em público, por exemplo), mas pode também ser sentida de maneira geral para todas as atividades sociais. As pessoas afetadas por essa patologia compreendem que seus medos são injustificados, no entanto, experimentam grande apreensão ao enfrentarem as situações temidas e fazem de tudo para evitá-las.

Essas dificuldades são tidas como patológicas quando acarretam algum prejuízo pessoal como, por exemplo, negar-se a um exame final que exige uma apresentação pública ou diante de alguém que esteja avaliando.

Quem são as pessoas que sofrem de transtorno ansioso social?

Um estudo recente mostrou que 13% dos brasileiros sofrem dele. As fobias sociais afetam os homens mais que as mulheres. O seu início geralmente é muito gradual, na infância ou na adolescência. O mais tardar que a fobia social pode começar é no início da idade adulta, em torno de vinte anos. Há certa possibilidade de uma facilitação genética.

Quais os sintomas mais comuns do transtorno ansioso social?

Não há sintomas que sejam absolutamente típicos, mas em geral eles são aqueles da ansiedade (inquietação incômoda, medo vago e indefinido, expectativas negativas relativas ao futuro, palpitações, sensações de sufocações, tremores, sudorese excessiva, mal estar gástrico, etc.). Sensações de aperto na cabeça ou no peito são muito frequentes. São comuns também distúrbios psicossomáticos como úlceras, asma, gastrites, colites, dores de cabeça, dentre outros. O que é mais característico da fobia social é o aparecimento dos sintomas quando a pessoa é observada enquanto executa uma tarefa comum. Esses sintomas ocorrem com mais intensidade quando a pessoa está desempenhando certas atividades sociais, em presença de outras pessoas. Eles são, principalmente, ansiedade antecipatória, tremores, suor excessivo, palpitações, temor de enrubescer-se, temor de ser avaliado negativamente ou de ser visto como fraco, ansioso, louco ou tolo, o que os leva, em geral, a evitar situações sociais que os colocariam em incômodo.

Esses pacientes não conseguem dizer não, pelo temor de desagradarem as pessoas. Têm uma baixa auto-estima e julgam, por exemplo, que não podem terminar um namoro porque não despertarão o interesse de mais ninguém.

Em que situações os sintomas ocorrem mais frequentemente?

As situações nas quais essa patologia mostra melhor os seus sintomas são andar na rua, falar em público, viajar em transportes públicos, comer ou beber em público, escrever ou assinar em presença de outras pessoas, usar mictórios públicos, olhar as pessoas nos olhos, dar ou aceitar cumprimentos, etc. A fobia social pode ser generalizada para todas essas (e ainda outras) situações, ou específica, se a ansiedade é experimentada apenas em uma ou algumas situações determinadas. A fobia social pode incapacitar a pessoa para o estudo, o trabalho e demais atividades sociais, e privar o individuo de fazer amizades, estabelecer relacionamentos amorosos e formar uma família. Os que conseguem trabalhar buscam profissões nas quais a interação social é mínima e preferem os trabalhos noturnos ou isolados, onde os contatos sociais são mais escassos.

Como deve ser tratada a fobia social?

O tratamento deve ser feito por um terapeuta especializado (psiquiatra ou psicólogo). A psicoterapia cognitivo-comportamental costuma apresentar bons resultados. O tratamento medicamentoso com ansiolíticos, geralmente, proporciona uma melhoria ou supressão mais rápida dos sintomas, em cerca de setenta e noventa por cento dos casos. O sucesso do tratamento depende do ambiente familiar e de atividades de integração social de forma gradual e assistida. Pode ser que um tratamento adequado permita uma verdadeira cura.

ABC.MED.BR, 2011. Você sabe o que é transtorno ansioso social?. Disponível em: . Acesso em: 7 jul. 2011.